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Matriz, orgulho dos platinenses. |
Uma cidade jóia, amada, de belezas mil.
Sua localização privilegiada pela natureza,
aos pés do Morro do Bim,
que se ergue protetor, de braços abertos, com seu Cristo Redentor.
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Cristo Redentor, no Morro do Bim |
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Morro do Bim, minha família em visita: A Eduarda, sua mãe Taty, Nayara, Marcos e agachada a Gisele, atrás a Josiane.. |
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A visão do Morro do Bim atrás da cidade. |
Sua visão é majestosa, de quem passa por aqui,
nas rodovias que a corta. de começo ao seu final.
Cravado no norte pioneiro, paranaense.
Cidade Pólo Comercial.
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localização no mapa |
Santo Antonio é quem protege.
Seu povo simples, humilde, trabalhador.
Que bate no peito e se orgulha,
de seu pé vermelho, com muito amor!
Seu ar puro se destaca,
e chama muito a atenção.
de quem mora na cidade grande e a visita,
levam consigo, Santo Antônio da Platina, no seu coração.
Autora da poesia: Sônia Maria Trevizan 08/12/2010
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visão da cidade. |
BRASÃO (Instituído pela Lei Municipal nº 9, de 6 de abril de
1966) Simbologia Cores: Azul: Lealdade e Sabedoria; Ouro: Fé e Justiça; Fulgor:
Constância; Verde: Esperança e Lealdade; Prata: Beleza, Alegria e Vitória;
Preto: Prudência, Simplicidade e Honestidade. Elementos: - Castelo com três
torres, em marrom, no alto do escudo: ser a Cidade sede de Distrito, Município
e Comarca; - Campo azul com sol fulgurante e 1914 no centro: ano em que Santo
Antônio da Platina se tornou município; - Faixa em azul forte ondulante, cortando
em diagonal o escudo: o Município é agraciado com importante rio, o rio das
Cinzas;
Campo prata, à direita da faixa ondulante: êxito alcançado na
luta pela elevação do município a fóruns de Comarca; - Morro em cor verde:
"Morro do Bim", marco natural, monumento histórico que sinaliza o
início do povoado; - Faixa dourada: no rodapé do escudo, com o nome de Santo
Antônio da Platina em preto: pedestal de Fé e Justiça, em que se firma a
Comunidade Platinense; Ramo de algodão, no lado esquerdo, e de café, no lado
direito do escudo: vocação agrícola do Município. BANDEIRA A Bandeira, ainda
não instituída legalmente, consta de retângulo branco com o Brasão Municipal no
centro.
Consulta Pessoal: - Prof. Israel Pereira de Castro -
Pesquisador Histórico Regional
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Letra: Poema "Cidade Jóia", de Renato Tadeu Chagas Música: José Chagas Santo Antônio da Platina, Paraná, Um povo exemplo de União; Cidade Jóia que tudo de bom nos dá, A ti queremos de coração! Teu cognome exagero não contém, Cidade Jóia de belezas mil, Teus filhos que sempre unidos estão, Em coro, cantam esta canção: Estribilho: Não posso, ó Jóia, te descrever; Juventude unida por um Brasil em paz! Cidade orgulho dos filhos teus, És Jóia porque tens bênçãos de Deus! (BIS) Juventude Platinense somos nós, Cidade Jóia, teus filhos somos; Jóia querida, gritamos em alta voz, Somos teus filhos, te amamos! Cidade Jóia, teu povo é hospitaleiro, De raça ou cor distinção não faz; O estrangeiro, entre nós, é um irmão; Canta conosco esta canção: Estribilho: Não posso, ó Jóia, te descrever; Juventude unida por um Brasil em paz! Cidade orgulho dos filhos teus, És Jóia porque tens bênçãos de Deus! (BIS)
(Instituído pela Lei Municipal nº 52, de 17 de dezembro de 1993)
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BANDEIRA DO MUNICÍPIO
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Avenida Oliveira Mota |
HISTÓRICO
DE SANTO ANTONIO DA PLATINA
Em fins do Século XVIII, grupos de emigrantes
procedentes do Estado de Minas Gerais, que haviam iniciado o povoamento da
região paulista da Alta Sorocabana, formaram as primeiras levas de
desbravadores e colonizadores de grande parte da imensa zona geoeconômica do
Norte do Paraná. Um desses grupos fixou-se às margens do ribeirão Boi Pintado
onde, em local circundado pelo ribeiro Aldeia, assim chamado pela existência de
um aldeamento de índios guaranis em suas margens, formou o primeiro núcleo.
Perto desse curso de água levantava-se uma colina, mais tarde denominada morro
do Bim, em cujas fraldas foi edificada a cidade. As adversidades encontradas
pelos pioneiros foram muitas, sendo a conquista deste espaço escrita a suor,
lágrima e sangue. Hoje, os platinenses orgulham-se de seu passado de lutas e
louvam seus pioneiros.
Foram, pois, mineiros os fundadores do atual
Município de Santo Antônio da Platina
onde, inicialmente, dedicaram-se à agricultura e à criação de suínos. As
primeiras famílias chegaram por volta de 1880, vindas em comitiva, para tomar
posse de terras conseguidas junto ao governo ou adquiridas de terceiros. A
história regional mostra-nos que antes da efetiva ocupação da localidade,
alguns fatos movimentaram a região e nome como Antônio Pinto da Fonseca (o
fundador do povoado) tornaram familiares aos ouvidos dos desbravadores. Em 6 de
abril de 1900, através da Lei nº 358, o Estado do Paraná concedeu área de 250
hectares de terra, para servidão pública dos habitantes da povoação. No ano
seguinte, a Lei nº 1, de 05 de janeiro, do município de Nova Alcântara (atual
Jacarezinho) criou o Distrito de
Paz no
patrimônio de Santo Antônio da Platina.
A autonomia municipal ocorreu em 31 de março de
1914, pela Lei Estadual nº 1424, sancionada pelo Presidente do Estado do
Paraná, Carlos Cavalcanti de Albuquerque, criando o município de Santo Antônio
da Platina, com território desmembrado do município de Jacarezinho, cuja a
instalação se deu em 20 de agosto do mesmo ano, ocasião em que foram
empossados: o 1º Prefeito Municipal, Ten. Cel.Evergistro Alves Capucho, e a primeira
Câmara Municipal, composta pelos camaristas: Rodolfo Eugênio Ferreira, Américo
Olympio do Prado, Antônio Lopes Galvão Francisco da Silva Machado, Joaquim
Gonçalves da Silva e Josino Monteiro Pimentel.
O seu patrimônio, formado por 88 hectares, 97 ares
e 17 centiares, foi, a requerimento da Câmara Municipal, adquirido do Estado do
Paraná com a carta de domínio pleno, expedida pela Secretaria de Estado dos
Negócios da Fazenda, Agricultura e Obras Públicas, registrada à folha 22 do
livro n.° 1, de data de 17 de março de 1920, e transcrita no Registro de
Imóveis da comarca, sob o n.° 8.395, a 3 de novembro de 1945. Em l923, pela Lei
Estadual nº2193, de 23 de março, criou-se o Termo de Santo Antônio da Platina,
possibilitando a
instalação
do Juizo Municipal em 30/10/1926.
Com a elevação da sede municipal à categoria de
cidade pela Lei Estadual nº2657, de 12 de abril de 1929, sancionada pelo
Presidente do Estado do Paraná, Afonso Alves de Camargo, também foi criado a
comarca, instalada em 24 de maio do mesmo ano e tiveram início as primeiras
obras públicas, tendo o Governo federal criado, naquela ocasião, o Posto de
Proteção aos Índios Caicangs. Esses índios vinham dificultando a penetração de
novos habitantes no Município, na zona dos terrenos marginais do rio Laranjinha
no atual Município de Abatiá, que, com a denominação de distrito de Lajeado,
integrava o território de Santo Antônio da Platina. O nome do povoado
de Santo
Antônio encontra-se nos mapas desde 1896.
Acredita-se que a sua denominação teve origem nas
pesquisas de geólogos que atestavam a existência de jazidas de platina na
localidade e no nome de seu padroeiro; outros, que dizem que o nome foi dado
por uma autoridade de Jacarezinho e se constitui numa analogia aos povoados da
Prata, Ouro Grande e Ourinho; há os que acreditam que o povoado devoto de Santo
Antônio, vendo a água que corria da serra da Pedra Branca e brilhavam muito
quando batia o sol, deu ao povoado o nome de Santo Antônio da Platina.
Formação
Administrativo-judiciária
A Lei 358,de 06/04/1900, concedia
área DE 250 hectare para formação do Povoado de Santo Antônio da Platina.
O Distrito de Paz de Santo
Antônio da Platina foi criado por Lei municipal nº1, de 5 de janeiro de 1901,
sendo instalado a 14 do mesmo mês e ano, integrando o território do Município
de Jacarezinho. Teve o predicamento de vila e sua autonomia administrativa pela Lei estadual n.° 1.424, de 31 de março
de 1914, com território desmembrado daquele Município. A instalação verificou-se a
20 de agosto
daquele ano. A sede municipa
l foi elevada à categoria de cidade pela Lei estadual
n.°2.657, de 12 de abril de 1929. Desde então ocorreram diversas reformulações
administrativas e desmembramentos de seu território. Presentemente é formado
pelos distritos de Santo Antônio da Platina, Conselheiro Zacarias e Monte Real,
este criado pela Lei municipal n.° 790 de 11 de novembro de 1955. A
comarca de Santo Antônio da Platina data de 24 de maio de 1929.
SANTO ANTONIO DA PLATINA - HISTÓRIA
DO NOME
Em 1880 chegou a família de
Joaquim da Costa Lemes, vinda de Fartura Estado de São Paulo. Em seguida vieram
inúmeras famílias. Uma pequena povoação se formou nas proximidades do Ribeirão
Aldeia, nas fraldas do Morro do Bim, onde mais tarde floresceu a cidade de
Santo Antonio da Platina.
Em 06 de abril de 1900, através
da Lei n.º 358, o Estado concedeu área de 250 hectares para formação do
patrimônio. No ano seguinte a Lei n.º 01, de 05 de janeiro, criou o Distrito de
Paz. O afluxo de pessoas continuava. Em 31 de março de 1914, pela Lei Estadual
n.º 1.424, foi criado o município de Santo Antonio da Platina, com território
desmembrado de Jacarezinho.
O primeiro prefeito foi o sr.
Evergisto Alves Capucho. A primeira Câmara Municipal tinha a seguinte
composição: Rodolpho Eugênio Ferreira, Américo Olimpyo do Prado,
Antônio Lopes Galvão, Francisco da Silva Machado, Joaquim Gonçalves da Silva e
Josino Monteiro Pimentel.
Pela Lei n.º 2.657, de 12 de abril de
1929, a sede municipal foi elevada à categoria de cidade.
A denominação Santo
Antonio da Platina é conhecida a partir de 1890 e sua origem é atribuída a três
famílias pioneiras distintas, a saber: Pedreiros - Na família existiam quatro
pessoas de nome Antônio, ao chegarem à localidade depararam-se com uma água
clara, límpida, de cor prateada, e batizaram-na de Santo Antônio da Platina.
Messias - O patriarca era devoto de Santo Antônio, e ao ver a água que corria
da Pedra Branca, cujos fios brilhavam muito com os raios de sol e pareciam
prata, não teve dúvidas e chamou o lugar de Santo Antonio da Platina. Albanos -
O patriarca ao chegar no Patrimônio Velho pensou existir platina na Pedra
Branca. Isto provocou procura pelo minério, e frustrados por não encontrarem
nada, trataram de conservá-la, mas já haviam formado um povoado nas imediações,
que chamaram Santo Antonio da Platina.
Segundo a legislação, Santo Antonio
da Platina não possui acento.
Narrador: Celso Prado
Histórico do Colégio Estadual
Heloísa Infante Martins Ribeiro
Ensino Fundamental e Médio
A localidade de Platina foi fundada em conseqüência da continuação da rede Ferroviária, na época “Rede Viação Paraná Santa Catarina”, em 1927, com a criação de uma estação ferroviária no município de Santo Antônio da Platina.
A primeira escola construída nesta localidade ocorreu aproximadamente em 1935. Uma construção rústica de madeira, com bancos e mesas confeccionadas pela própria comunidade, e a professora (voluntária) ministrava aulas para turmas multiseriadas de 1ª a 4ª séries. A escola tinha a denominação de “Escola Isolada da Platina”.
É importante salientar que esses dados foram por mim pesquisados na própria comunidade, através de relatos de antigos moradores, contrariando os documentos registrados em livros ata do estado que datam a partir de 1945.
Até 1945 a escola era mantida somente por voluntários da comunidade, não tinha livros de matrículas, relatórios, pastas de documentos, etc. (Daí o fato de não ter nada que comprove sua existência anterior).
Remanescente da Escola Isolada da Platina, que de acordo com alguns livros de atas do estado, o mais antigo registro é de 1945.
Passou a categoria de Grupo Escolar da Platina aproximadamente em 1952, quando em 1951 a pedido do Sr Francisco de Paula Rocha, morador da localidade, ao próprio Governador do Estado, Sr Moysés Lupion, este determinou a construção de um novo prédio escolar, em alvenaria, com 4 salas de aula, salas para administração e banheiros, em terreno doado pelo Sr Américo Martins Ribeiro.
A partir de 1952 passa a denominar-se Grupo Escolar da Platina, sendo regulamentado pelo Decreto Nº 16.122 de 08/03/1955.
No ano de 1966 aparece mais um protagonista de nossa história, pois nesse ano começa a estudar no “Grupo Escolar” uma menina de sete anos com o nome de Maria Célia Macedo que cursou a primeira e a segunda série, mas infelizmente seus pais resolveram se mudar para Curiúva, onde ela terminou a quarta série, não dando continuidade aos estudos porque a escola era longe e não tinha transporte.
Em 15 de dezembro de 1970, pelo Decreto Nº 21934 passou a denominar-se “Grupo Escolar Heloísa Infante Martins Ribeiro”, em homenagem à esposa do doador do terreno onde foi construída a escola.
Em 1982, por iniciativa do Diretor do Estabelecimento, o Sr Sílvio Cabral do Amaral, foi implantada a continuidade do ensino de 1º Grau, 5ª a 8ª séries, gradativamente, através da Resolução da SEED nº 1.165/82.
Em 1983, através da Resolução nº 755/83 foi alterada a denominação para “Escola Estadual Heloísa Infante Martins Ribeiro – Ensino de 1º Grau”, no mesmo ano Maria Célia retorna ao povoado.
Maria Célia, sempre que pode, aparece na escola para ajudar, até que um dia eles precisavam de uma pessoa para cobrir férias. Ela trabalhou 30 dias, depois o Diretor (Professor Sílvio) lhe disse que tinha uma vaga pela prefeitura, onde trabalhou de 1990 até 1992, enfrentou muitas dificuldades, pois nunca tinha trabalhado fora e tinha três crianças pequenas, Maria Célia fez o teste seletivo do estado e foi aprovada, dando assim continuidade ao seu trabalho.
Neste mesmo ano de 1992, eu Heitor Brustulim, fui transferido da Escola Edith S.P. de Oliveira para a Escola Estadual Heloísa I. M. Riberio (hoje ambos com a denominação de Colégio, pois ofertam Ensino Médio). Cheguei na mesma semana em que chegava o novo Diretor, Professor Jaime Sacco.
Em 1997 a Escola foi alvo de muita admiração, pois realizou um feito histórico, ao conseguir com o empenho de uma boa equipe de trabalho e da comunidade, nada mais, nada menos que 36 televisores, 15 vídeos, 10 retroprojetores, 12 microcomputadores, 8 impressoras e vários outros prêmios na Campanha “Cidadão Nota 10”.
A maior parte dos equipamentos foram passados para outras escolas, pois não tínhamos espaço físico suficiente para tantos equipamentos, a Escola Heloísa (hoje Colégio), uma escola pequena, da zona rural, com pouco mais de 170 alunos, foi a escola que mais arrecadou notas fiscais do Paraná.
Em 1999 com a implantação do Ensino Médio (EJA) a Escola Heloísa passou a denominar-se Colégio Estadual Heloísa Infante Martins Ribeiro, e eu Heitor Brustulim, incentivado pela família e pelos colegas de trabalho, fiz minha matrícula na primeira turma do Ensino Médio e me formei em 2000.
No ano de 2001, Maria Célia também incentivada pela família e por nós colegas, fez sua matrícula na 5ª série de Ensino Fundamental e no final deste ano ela conclui o Ensino Médio.
Pelo colégio Heloísa passaram muitos funcionários, mas hoje os mais antigos que ainda estão na ativa são: Maria Célia, e eu, e sei que ainda tem muita coisa a ser conquistado em prol deste Colégio, e peço a Deus que me de disposição ainda por muito tempo para que eu possa participar dessas conquistas.


A vida de um guerreiro solidário
Há pessoas que vivem eternamente nas nossas lembranças. Independente da ocupação que exercem ou da sociedade em que vivem, escolhem percorrer um caminho que as fazem eternas. E o Dr. Mário Giovannetti é uma delas.
Ao escrever sobre alguém como o Dr. Mário é obrigatório citar a sua profunda entrega e amor pelo ser humano e principalmente pelo cidadão platinense.
E também não é possível falar de Marito (como era carinhosamente chamado pelos amigos), sem citar sua companheira, Clevenice, sua esposa, sua força, aquela que o mantinha cada vez mais próximo do seu povo, dos seus amigos e de sua família. Clevenice o acompanhou durante todo o seu trajeto de vida, cuidou e o consolou no tempo de sua enfermidade. Clevenice cumpriu na íntegra a filosofia principal de um casamento: “Até que a morte os separe”.
Dr. Mário Giovannetti nasceu em Ribeirão Preto, em 27 de julho de 1926, filho de Luiz Giovannetti e Amábile Bonfá Giovannetti, seu pai era italiano e criou os filhos com o ofício de fazendeiro, em uma época que a agricultura era muito valorizada.
Porém Mário escolheu trilhar outro caminho e em 1953 se formou em Medicina pela Universidade do Brasil, atual UFRJ, no Rio de Janeiro, onde também cursou 3 anos de especialização em Pediatria.
Mas foi em Santo Antônio da Platina, onde escolheu morar e exercer sua profissão com muita dignidade e honra durante muitos anos. Foi também candidato a prefeito em 1968, tendo como vice Antenor Claro de Oliveira, concorrendo contra o Dr. Alício Dias dos Reis, para quem perdeu a eleição.Foi assistente da clínica do professor Flávio Lombardi, estagiário dos conceituados professores Mariagão Gesleira e César Perneta. Fez curso de Obstetrícia na Maternidade Leonor Mendes Barros em São Paulo e foi membro da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Dr. Mário dispensa comentários e elogios a sua vida. O seu carisma, seu altruísmo, sua compaixão pelo próximo e vocação na Medicina podem ser ouvidos em todas as casas quando seu nome é lembrado. Ele não tinha horário, não tinha má vontade, e principalmente atendia a todos, mesmo os que não podiam pagar pelas consultas, devido a sua bondade extrema chegou até a passar dificuldades, mas nunca deixou de ajudar os que necessitavam.
Veio a falecer no dia 14 de janeiro de 1982, deixando consternada toda a população de Santo Antônio da Platina e a região do Norte Pioneiro.Dr. Mário teve com Clevenice seis filhos: Marinice, Marise, Mário Junior, Maisa, Mayra e Dr. Luiz Felipe. Os quais lhe deram doze netos: Marina, Marília, Roberto, Carolina, Aline, Mayara, Renata, Fernanda, Mário Neto, Rafaela, Luiz Felipe Filho e Paulo.
Dr. Mário Giovannetti foi acometido por um câncer no pâncreas, sem esperança de cura. Assim, permaneceu em sua casa com os filhos e sob o cuidado da esposa Clevenice que dormia todas as noites segurando sua mão, e como ela mesma conta, isso acontece até hoje em sonhos.
Aprendendo a Dizer Adeus
“Há razões para nos espantarmos com os fatos da Natureza e motivos que nos fazem descrer das coisas mais certas da vida. Sempre há dúvidas que se concretizam e certezas que se procura duvidar.
Entre tantas coisas que me incomodam nenhuma sobrepuja o mistério para mim de nossa própria existência. Desde o nascimento, em um berço ou outro, com modos de viver tão diferentes dentro de uma própria sociedade que criamos e fazemos parte, que nos maltrata, nos agride, nos acaricia e nos aplaude, dentro de um conceito que se criou, quase sempre injusto. Desde a morte em um ataúde ou outro, com os diferentes modos de morrer: uns que viveram mortos demais, outros que morreram vivos demais. E o balanço final do que fomos em vida não perdura mais nem um minuto do que o fim do corpo que foi sepultado. A própria existência não deixa de ser imposta: curta e alegre demais para poucos, triste e longa para muitos.
E depois do fim? Cremos em Deus, porque O sentimos em cada minuto de nosso trabalho. Mas não pedimos a Ele diuturnamente para que sejamos condenados com a nossa presença junto ao Seu reino, porque não é assim que entendemos o nosso Deus. Já nos basta que Ele nos oriente em nossa vida e em nosso trabalho. Porque infelizmente, não cremos em outro reino. E seria injusto que houvesse.
Não seria de Deus o triste papel de nos julgar depois de mortos, quando Ele teve tanto tempo para nos corrigir em vida. De desempenhar o papel de vilão, separando mãe de filho, deixando um no reino do bem e outro nas profundezas do inferno. Deus não poderia cometer tamanha injustiça. Não seria Pai.
É a esse Deus, sem outro reino, que me dirijo, que procuro todos os dias e O vejo em todas as coisas, inclusive na arrogância dos ricos e na humildade dos pobres.
É a Ele que intercedo: que me dê mais tempo de viver, não pelo prazer da vida que me tem sido fácil, nem pelo medo de morrer, pois convivo com ele, mas pela necessidade de viver e terminar parte da tarefa que comecei. Seria injusto que o Senhor me findasse agora aproveitando covardemente a fraqueza de um coração que já não bate direito, mas tem muito para fazer.”
*carta escrita por Dr. Mário Giovannetti, encontrada dentro de um livro após sua morte.
A
Igreja Matriz: Sua Construção
O Prefeito Sr. Joaquim Cardoso da Silveira,
por volta de 1928, promoveu a doação do terreno em que se encontra hoje a
Matriz, o quarteirão era propriedade de Joaquim Rodrigues do Prado, cujo nome
está gravado na rua que passa pelo poente desse quarteirão.
A primitiva igreja era de um só corpo, feita
de meio tijolo e coberta com telha comum, tendo ao lado uma pequena casa de
madeira, que fora utilizada como habitação dos Padre , e ao redor dessa
primeira igreja, construiu-se a Matriz atual, ampla e bela arquitetura de puro
estilo românico, da qual a primeira pedra foi transportada em carro de bois,
por Manuel Gonçalves Pedreiro, membro de uma família que veio para cá em 1895,
a pedra fundamental foi lançada no dia 13 de junho de 1929, e recebeu bênção do
Sr. Bispo Dom Fernando Taddei.
Sob a direção de Lourenço de Cesário,
iniciaram-se os trabalhos da construção do novo Templo, e desde o começo, até o
final da obra, participaram muitos pedreiros, como Manuel Bugalho, Geraldo Alves
Calheiros, Carlos Cimatti e seu filho Antônio.
As pedras para as bases foram doadas por
Joaquim Gonçalves da Cunha França e Abraão Dutra, e os trabalhos contaram
sempre com a participação do Frei Angélico, que por sua vez, usava a picareta,
abrindo as valetas da fundação, enquanto o Frei Samuel , bom cozinheiro,
preparava as refeições para os trabalhadores, para erguer as paredes, já em
1929, foram convocados os Srs. João e Hércules de Mío, de Curitiba.
Faz-se uma concorrência para aquisição de
tijolos, num montante de trinta milheiros: venceu–a o Sr. Joaquim Pereira de
Castro . A Comissão era formada por Pedro Rodrigues de Oliveira, Joaquim
Cardoso da Silveira, Olímpio de Sá Sotomaior.
O restante dos tijolos veio das olarias Luís
Giovannetti, Boaventura Gomes, Romão Lomba, Joaquim Camilo, Augusto Simões e
João Fernandes da Silva.
A Areia foi fornecida por Dona Brandina
Brizola Veado e Luís Giovannetti. A Cal vinha por estrada de ferro, de
Tamandaré e de Colombo, aos cuidados do Sr. Pedro Levatti. Os andaimes eram
feitos com madeiras doadas pela famílias Pereira Machado, e, as toras foram
transportadas em carroções, pelo Sr. Mário Ramos , e serradas por Estácio
Ramos. Vieram também madeiras de Ribeirão Bonito, fornecidas por João
Cirilo, e da Serraria dos Irmãos Fernandes.
A cobertura da igreja deu-se em 1933, sob a
orientação do Frei Angélico, que , tendo que viajar, quis deixar a obra em fase
de acabamento . Toda a população se movimentou, doando calhas, bancos, janelas,
e outros inúmeros apetrechos. Os pedreiros que mais trabalharam ali, foram
Lourenço Cesário, Sebastião Coelho, Jorge Thomaz, Orestes Cimatti , Geraldo
Alves Calheiros, José Bugalho, Francisco José de Mello, Fiore Trevisan, Jorge
Filisbino de Godoy ( da família dos Binos vinda para cá em 1896), e outros...
A Igreja já matriz ia aos poucos se erguendo,
o primeiro altar foi feito pelo Frei Leonardo de Fellete, Vigário, excelente
carpinteiro. A imagem do Padroeiro , Santo Antônio de Pádua , foi doação de
Pedro Rodrigues de Oliveira . As torres fizeram-se mais tarde, sendo
inauguradas em 1955, pelo Frei Guilherme , nessa obra esmeraram-se os Srs.
Geraldo Calheiros e Jorge Thomaz. Os cinco sinos, que bimbalham nas duas
torres, vieram da Itália, por empenho de Frei Guilherme e do Sr. Abilion de
Souza Naves ( Diretor da Carteira Agrícola e Industrial do Banco do Brasil) ,
conseguiram liberar os sinos, sem ônus fiscais e alfandegários. Os sinos, com
cerca de três toneladas,, foram transportados gratuitamente, para esta cidade,
pelo Sr. Geraldo Cavalheiros (ou Calheiros) que também cuidou de instalá-los
sobre as torres.
O 2º Vigário desta Paróquia, Frei
Ricardo de Vescovana, antes coadjutor de Frei Angélico, continuou assiduamente
os trabalhos da igreja,, tanto na alçada material quanto na espiritual,
instruído , pregando, revitalizando as associações , entre estas, o Apostolado
da Oração (que vem de 1916), e atendendo as confissões . Regeu a Paróquia de
1933 à 1936. Confiou o Colégio Santa Terezinha as Irmãs Franciscanas
Missionárias do Egito, que aqui chegaram em 5 de janeiro de 1934, e foram muito
bem acolhidas pelo povo platinense.
Houve também Missões no Vicariato de Frei
Ricardo , começaram pela fazenda Nomura (posteriormente São Cornélio ), em 27
de fevereiro de 1935 ( os Missionários Freis Vital de Piracicaba , Henrique de
Treviso e Constantino de Curitiba ) , seguiram para o Lajeado ( atual Abatiá )
, Jundiaí , Araras , Estação da Platina , Pedra Branca, e finalmente ,a sede
Paroquial ( em 1º de março ) , o grande encerramento , em procissão , deu-se no
Colégio Santa Terezinha.
Veio em Seguida , como Pároco o Frei Henrique
, por apenas um ano, sucedido pelo Frei Leonardo, até 1939.
O
5º Vigário foi o Frei Inácio de Ribeirão Preto , assumiu a Paróquia aos 10 de
setembro de 1939 à 1949 , ano em que tornou Bispo Auxiliar de Joinvile , sendo
em 1952 transferido para Guaxupé Minas Gerais .
Este
Vigário marcou sua gestão com importantes obras ex.: Colégio Santa Terezinha ,
nova Casa Canônicas , a Casa das Irmandades, e o prosseguimento das obras da
Martiz . E graças a ele , foram chamadas para tomar posse do novo Colégio Santa
Terezinha as Irmãs Franciscanas do Egitom
que prestaram relevantes serviços até 1947, quando foram substituídas
pelas Irmãs da Sagrada Família, com a Superiora Irmã Matilde
Jubileu Sacerdotal do Frei Inácio de Ribeirão
Preto, (Frei Inácio Dal Monte)
Dia 5 de abril de 1946 após brilhante
preparação da Comunidade de Santo Antônio da Platina , deu – se a celebração do
Jubileu Sacerdotal do Pároco Frei Inácio de Ribeirão Preto , 25 anos de
Sacerdócio.
A
Semana Eucarística preparatória foi dirigida pelo Padre Nicolau Flue Gut, Vigário
de Santa Bárbara do Rio Pardo.
Vieram muitos representantes de 17 cidades do
norte paranaense, das quais os Frades Capuchinhos foram o primeiros
evangelizadores.
Às
10 horas, o Frei Inácio celebrou a Missa cantada, com assistência pontifical do
Sr. Bispo Dom Geraldo Proença Sigaud, que dirigiu elogiosa a locução ao Padre
jubilado e ao sacerdócio católico.
Á
tarde, deu-se a grandiosa Procissão Eucarística, em desfile até à frente do
Hospital Nossa Senhora da Saúde, onde todos receberam a bênção do Santíssimo.
Consumaram-se as celebrações jubilares, à
noite, em magna sessão na Sede das Associações Religiosas ( Casa das Irmandades
), onde entre recitativos cânticos e músicas, a plateia aplaudiu
entusiasticamente a “Venerabilis barba Capucinorum ’’ , cantada com vigor
pelo coral dos Frei Capuchinhos, sob a batuta do Frei Gabriel Ângelo !
Frei
Inácio dal Monte nomeado Bispo
O dia 26 de maio de 1946, uma data única na
História Religiosa da Paróquia de Santo Antônio da Platina , a sagração episcopal
de Dom Inácio de Ribeirão Preto , feito Bispo Auxiliar de Joinvile e Titular de
Agbia.
Em presença de Dom Pio Freitas ( de Joinvile
) e Dom Geraldo de Proença Sigaud , o Padre Frei Inácio foi sagrado Bispo, pelo
Núncio Apostólico no Brasil, Dom Carlos Chiarlo. A Missa Pontifical da
sagração, cantada por grupo de estudantes Capuchinhos de Curitiba, começou às
08:30 horas.
Foram paraninfos da cerimônia o
Governador Moysés Lupion ( do Paraná) e do Deputado Estadual Dr. Hélio
Setti, representando o Governador de Santa Catarina.
Aos 29 do mesmo mês , Dom Frei Inácio
celebrou a sua primeira Missa Pontifical , na Igreja Matriz, às 10 horas, e no
dia 31 despediu-se de Santo Antônio da Platina , uma comitiva chefiada pelo
prefeito Sr. Odilon Claro de Oliveira , acompanhou-o até Ourinhos.
Tendo ido o novo Bispo Capuchinho assumir a
seu múnus episcopal , ficou em seu lugar o Frei Henrique de Treviso , que
assumiu pela segunda vez como Vigário ( 1949 ), interessando-se muito pelas
capelas, especialmente Abatiá, Jundiaí do Sul e Ribeirão do Pinhal, vilas antes
distritais de Santo Antônio da Platina ( até outubro de 1947 ), as quais já
estavam provisionadas desde 1936 .
Foi no primeiro Vicariato do Frei Henrique
João Francisco da Veiga doou terreno pare se erguer a Capela de Jundiaí do Sul
...
Em
26 de maio de 1952, chegou a nossa Cidade o Fr. Guilherme de Magredis, 7º
Vigário, que aqui permaneceu até 1967 : - incentivou as obras sociais e
construiu o Asilo São Francisco de Assis... Em vista de seu dinamismo e
admirável dedicação, o Frei Guilherme tem seu nome ligado a uma das principais
vias publicas da Cidade, longa de mais de 1.300 metros, que avança para o leste
e alcança a Rodovia Federal Br.l53 ...
O 8º Vigário, Frei Patrício de Nebola, chegou
a Santo Antônio aos 29 de janeiro de 1967,e aqui ficou somente por um ano,
sendo sucedido por Frei Cristóvão de Capinzal, que assumiu em fevereiro de
1968,e não chegou a três anos de Vicariato; pois, vitimado pelo câncer, faleceu
aos 14 de janeiro de 1971,no Hospital Nossa Senhora da Saúde
O 10º Vigário, Frei João Estevão Costa,
tomou posse aos 20 de janeiro de 1971 ,e se tornou Diretor do Secretariado
Diocesano de Cursilhos...Construiu algumas capelas, no interior e na Vila
Ribeiro; idealizou ,corno Membro da Comissão de Obras, a Casa de Encontros “Dom
Pedro Filipak, numa área de aproximadamente 2.500 metros quadrados, margem
oeste da Br.-153... Também colhido pelo câncer, o laborioso Frei João findou
seus dias aos 28 de fevereiro de 1980; foi o terceiro Pároco falecido nesta
Cidade : — os três (Henrique Cristovão e João estão sepultados na Capela de
Nossa Senhora da Saúde, dentro da Igreja Matriz...
Os sucessores do Frei João Frei Destefani
1980-85, Frei Augustinho Kunhen ( 1985-88), e Frei Jaime Manfrin, a partir de
1988...
Além do impulso dado a todo tipo de Pastoral
da Paróquia e do inegável zelo pela vida espiritual dos isso o Frei Jaime conta
com notável cenário de realizações de grande alcance: entre os seus trabalhos,
o acabamento do Salão Paroquial, o “Lar Jesus Adolescente, para acolhimento e
amparo aos menores pobres; a construção de vários capelas : no Setor Altwater (
recém-inaugurada e consagrada por Dom Conrado Walter (1991,Jardim do Sol e
Setor Santa Cruz, Vitória Regia, etc., todas já aptas para as Missões de 1993
Os Freis deixaram saudades...
Muito se fala de um suposto túnel que teria no Morro do Valério,a lenda que esse túnel sairia do outro lado do morro,o pouco que se sabe é o que foi falado por alguns moradores mais velhos que moravam naquela região e que nesse local no passado foi um lugar onde se tiravam pedras,tipo de uma mina(pedreira) e com a sua desativação lacraram a entrada do túnel. A também relatos que um Português que fez o túnel pra procurar água, com uma técnica comum em Portugal, fura reto e na metade desce,e foi fechada por conta dos morcegos e que o gado tava caindo no buraco e morrendo.
Isso são relatos de antigos moradores,pois até o momento nunca vi nenhuma foto antiga desse lugar, mas se alguém tiver compartilhe com a gente,pois uma cidade sem passado não tem historia.
— com Santo Antonio da Platina.Isso são relatos de antigos moradores,pois até o momento nunca vi nenhuma foto antiga desse lugar, mas se alguém tiver compartilhe com a gente,pois uma cidade sem passado não tem historia.
FOTOS ANTIGAS
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Inauguração da Estação Ferroviária na Platina
Antigo Clube Platinense (Onde hoje é Moveis Adelino)
Casa Setti (hoje Setime Barreto)
Colégio Rio Branco
Hotel Municipal Hoje Palácio do Comércio
Estação Ferroviária Platina Hoje abandonada
CASA FOGAÇA
A loja Casa Fogaça foi inaugurada em 21 de junho de 1962, pelos sócios Airton Fogaça e seu primo Miron Fogaça, e inicialmente ficava na rua Rui Barbosa no número 493, duas quadras abaixo da localização atual.

Festa Cívica 1º de janeiro de 1939
Desfile Cívico 1969
CENTENÁRIO - DESFILE CÍVICO (1914 - 2014)
CAVALGADA 2016
Santo Antônio da Platina
Uma prévia do novo vídeo da Exclusive que vem por ai...Ace Santo Antônio da Platina
Efapi Santo Antônio da Platina